Português deixa sogro ucraniano na fronteira.
“Se lhe derem uma arma ele vai lutar contra os russos”

Português deixa sogro ucraniano na fronteira.
“Se lhe derem uma arma ele vai lutar contra os russos”

Dentista português chegou à Polónia com uma carrinha com material médico e comida para crianças e mulheres na Ucrânia. Sogro quer regressar ao país e combater

Miguel Stanley é um médico-dentista de 49 anos, que está neste momento em Cracóvia na Polónia. Viajou numa carrinha Mercedes de 9 lugares, de Portugal, com duas missões em mente: a de deixar mantimentos e material médico para ser transportado para quem mais necessita na Ucrânia e a de colocar de volta o seu sogro ucraniano, Viktor, de 68 anos, no país onde nasceu e residiu. “Ele quer combater pelo exército da Ucrânia. Se lhe derem uma arma ele vai lutar contra os russos.”

Viktor, que também viaja na mesma carrinha, veio visitar a filha a Portugal há três semanas. A invasão russa à Ucrânia apanhou-o de surpresa mas recusou-se a ficar longe de casa e a baixar os braços. “O meu sogro à partida não poderia lutar. Tem problemas cardíacos e já foi alvo de duas cirurgias cardíacas”, conta Miguel Stanley.

O ucraniano de 68 anos não tem experiência de guerra, “tal como 80% dos homens que estão a lutar”, relativiza o genro português. “Não digo que com esta idade vá pegar em armas, mas pode dar apoio tático na linha da frente”, admite.

A preocupação de Miguel Stanley é a de levar o sogro ao mesmo ‘convoy’ de camiões TIR que vai receber na Polónia as suas provisões de leite, soro, pensos, medicamentos, sacos de sangue ou anestesias. “O objetivo é que fique a dar suporte técnico e logístico em Lviv.”

A família é dos arredores de Kiev, de onde têm chegado relatos “muito preocupantes”. “A avó da minha mulher revelou que o edifício onde mora foi bombardeado pelos russos”, conta o médico-dentista.

Miguel Stanley garante que até há uma semana não tinha qualquer experiência em ações de solidariedade. Mas a invasão russa na Ucrânia veio mudar tudo. “É um orgulho poder ajudar este povo. E sinto que os portugueses estão solidários com a Ucrânia.”

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